(Foto: RCI FM 98 )
Os medicamentos usados no tratamento da covid-19 em UTI, mais especificamente o chamado “kit intubação”, tiveram uma alta de mais de 660%, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde).
A entidade, que reúne oito federações de hospitais, laboratórios e clínicas particulares de todo o Brasil, além de 90 sindicatos de saúde, fez um levantamento com seus associados que mostrou o aumento de preços e de uso dos medicamentos mais utilizados para intubação orotraqueoral. A utlização desses medicamentos deu um salto de mais de 2.000% em alguns casos, como do medicamento rocurônio, utilizado para sedação.
Em julho de 2020, a Federação Nacional dos Hospitais, Laboratórios e Clínicas do Estado de São Paulo (Fehoesp) já havia enviado ofício ao Ministério informando que havia constatado aumento de 1.000% nos preços.
Segundo o presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, anestésicos, sedativos e relaxantes musculares que são usados para intubar o paciente, como propofol (usado para sedação), passou de R$ 28,60 antes da pandemia para R$ 183 em março de 2021, uma alta de 539,86%. A maior alta foi do relaxante muscular Midazolam que custava, antes da pandemia, R$ 22,78 e agora custa, em média, R$ 174, um aumento de 663,83%.
Outros medicamentos pesquisados foram o bloqueador muscular atracúrio, que passou de R$ 32,10 para R$ 205, aumento de 538,63%; o rocurônio, que foi de R$ 33,33 antes da pandemia para R$ 202 agora (aumento de 506,06%) e cisatracúrio, que antes custava R$ 36,12 e agora custa R$ 205 (aumento de 467,55%).
Estoque de medicamentos está no fim
Já a necessidade de utilização destes medicamentos chegou a ter alta de mais de 2.200% na pandemia, caso do rocurônio, que tinha média de utilização de 150 frascos por mês e que agora, de acordo com o levantamento da CNSaúde, chega a 3.500 frascos por mês (aumento de 2.233%).
Fonte: R7